Show Bar

Que funk dá dinheiro para as dançarinas que se dispõe à subir em balcões, todo mundo sabe. E então são duas garotinhas precisando de 300 reais para conseguir sair do estabelecimento na Vila Olímpia. Se elas tinham consumido tudo isso em vodka e estavam muito loucas? Não! Elas só foram esquecidas lá dentro sem dinheiro, comprovante de comanda paga, celular, bolsa, documentos e amigos. Sem comanda, paga-se a bagatela dos 300 mangos para sair. Mas elas ainda tinham um casaco! E tinham boa vontade e medo também. Foi um corre-corre e não conseguiam achar ninguém. "Bom, pelo menos amanhã toca funk aqui, né?" Juliana Tonello, 1°JoA, já estava chegando ao cúmulo do desespero quando pronunciou a frase. Nina Adorno, da mesma classe, também não passava bem de nervoso: "Poxa, e eu nem vim de saia..." Elas já deveriam estar se imaginando dançando e fazendo malabares com garrafas para descolar algum. Fora a pilha de pratos enorme para lavar e uma pista gigantesca para varrer. Mas acalmem-se! Elas não viraram escravas nem nada similar. Depois de certo tempo, conseguiram estabelecer comunicação com o mundo exterior (leia-se pessoal de dentro do Baby Azul) e se safaram do cárcere, bem como dos trabalhos forçados. Dizem que passam bem. Beijos!

